Fios Cruzados – Tecelagem manual.
Fios Cruzados

FIOS CRUZADOS é o resultado duma mudança de direcção no meu caminho pela Tecelagem Manual.                                                                                        


Iniciei a aprendizagem deste ofício e arte há cerca de 10 anos -  e continuo e sempre continuarei, pois a sua abrangência é inesgotável - com a minha amiga Isabel Bordaleiro, cujo trabalho muito admiro. 


De início, não pensei direccionar-me para a comercialização. Mas após os primeiros anos, introduzindo-me no básico da tecelagem tradicional, comecei a fazer outro tipo de peças com cariz mais experimental. Experimental no sentido de não se basearem nos fios no normalmente usados, nos seus padrões, nem nas suas confecções.


E ao fim de tantas experiências, algumas com bastante êxito, embora me custe separar das peças acho que o passo seguinte é este: compartilhá-las.


Espero que gostem.

Processo

Como é tudo é feito.

330860_3009604858481_24036611_oA Tecelagem Manual é a arte de cruzar fios duma forma ordenada.
Teve início no período Neolítico, nos primórdios da sedentarização do Homem. Começa como cercas, continentes de animais ou outros, passando rapidamente a toscos tecidos feitos com teares de cintura onde quem tece é parte integrante do tear; uma das formas mais simples de tecer, o corpo amarra-se a um suporte, que pode ser uma árvore, sendo a ligação de ambos feita pela teia.
Estas técnicas iniciais foram-se aperfeiçoando ao longo dos séculos, mas basicamente, o sistema é sempre o mesmo e, em cada tear de hoje, vamos sempre reconhecer o Tear Original.
Em Portugal a arte da tecelagem manual, aliás como quase todas as outras artes e ofícios, esteve em profunda decadência e sem o menor respeito pelos poderes públicos, nomeadamente pelos que da "cultura" diziam tratar. Até que nos anos 80 começam as iniciativas financeiras do Fundo Social Europeu, que  "desenterram" rocas, teares, fusos e espadelas....No entanto, todos os mui interessantes projectos que se criaram por estes anos, acabam por desaparecer quase todos por asfixia económica, mas, principalmente, por falta dum política de coordenação de todo este entusiasmo criador.
Tendo como ponto de partida as técnicas tradicionais de tecelagem manual e tapeçaria, sobrevivem com mérito e projecção internacional alguns núcleos: Mértola, com as suas mantas de lã decoradas com motivos geométricos; Minde, com mantas de trapo e lã, multicoloridas; Beiriz, com tapetes de lã com técnicas de nós; Almalaguês, com as suas tradicionais colchas de algodão de puchadinhos; Freixo de Espada à Cinta, com a tecelagem em seda e, de momento, com um novo projecto para retomar a criação do bicho da seda e a fiação do fio; Portalegre, e as suas sobejamente conhecidas tapeçarias....
A estas referências "de peso" estão a agregar-se cada vez mais pequenos núcleos onde se recuperam estas tradições e se divulgam estes saberes, vindos das aldeias para as cidades, mas com uma componente criativa e de carácter experimental.

Produtos

Algumas das criações.

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